Esse texto reflete sobre minha vida - A nobreza do homen:

"O homem prudente deve ser obrigado a lutar, mas não com jogo sujo, cada um deve agir como quem é e não como o obrigam. Na competição, a elegância é plausível: deve-se lutar não somente com poder, mas também com decência. Vencer com maldade não é vitória, mas rendição. A generosidade sempre foi superior. O homem de bem nunca usa armas proibidas. Como, por exemplo, usar os conhecimentos sobre um amigo com quem brigamos para alimentar o ódio recém-nascido. Não se deve usar a confiança para a vingança. Tudo o que cheira a traição contamina o bom nome. Nas pessoas de espírito elevado, qualquer átomo de baixeza é muito estranho. É melhor pensar que, se a elegância, a generosidade e a fidelidade se perdessem no mundo, deveriam ser procuradas em seu peito."







Baltasar Gracián



domingo, 15 de dezembro de 2019

Indo para o 4° ano de medicina com a sensação de que tudo que estudamos ou aprendemos ainda é pouco. Livros, resumos, video aulas, áudio, apresentações... incansáveis horas do mais puro: Cansaço. Porth Fisiopatologia, Robbins Anatopatologia, foram amor a primeira, segunda, terceira... enfim, amor em todas as páginas e vistas. Mode On para o 4° ano!!! Glória a Deus. Obrigado Flor, você é minha inspiração em tudo e para tudo. Love You.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

4º definição universal de infarto: Quais foram as mudanças?

4ª Definição Universal do Infarto do Miocárdio, recentemente publicada pelas associações americanas ACC e AHA e europeia ESC trouxe algumas mudanças pontuadas abaixo em um resumo dos principais pontos. * Troponina com elevação crônica: ausência de ascensão e declínio com variação menor a 20% como excludente no diagnóstico de infarto. Em outras palavras, para ser considerado infarto há necessidade de curva de Troponina. * Diferenciação entre infarto e injúria: a elevação da Troponina (acima do percentil 99) aliada a pelo menos uma das condições abaixo mencionadas para caracterizar um infarto do miocárdio: 1. Nova alteração do ECG (vide abaixo); 2. Sintomas isquêmicos típicos; 3. Trombose coronária evidenciada no cateterismo ou autópsia; 4. Exame de imagem demonstrando nova perda de músculo cardíaco com padrão isquêmico (evidenciada por ressonância magnética cardíaca) Na injúria, não há de se considerar as condições supra mencionadas, estando presentes nas situações abaixo relacionadas: 1. Insuficiência Cardíaca Descompensada; 2. Insuficiência Renal Crônica; 3. Anemias; 4. Taquiarritmia; 5. Acidente Vascular Cerebral; 6. Choque; 7. Cardiotoxicidade; 8. Síndrome do coração partido (síndrome de Takotsubo); 9. Miocardite; 10.Desfibrilação. Em pacientes com suspeita de IAM o ECG de 12 derivações é recomendado a cada 15-30 minutos nas primeiras 2 horas, afim de buscar alterações eletrocardiográficas dinâmicas. Eletrocardiograma para diagnóstico X Critérios: * Suprade segmento ST em 2 derivações contíguas (>1mm, sendo que, para as derivações V2 e V3 até 2,5mm (Ex: homens com idade inferior á 40 anos) * Infra-ST clássico em 2 derivações (>0.5mm) * Ondas T negativas (>1mm) * BRE novo ou presumivelmente novo ou BRD (não dependente de FC) * Aparecimento de ondas Q patológica * Orientação para realização das derivações posteriores, V7 e V8 em ECG normal com quadro clínico sugerindo IM. * Elevação isolada de aVR equivalente a supra-ST (IAMCSST) * Angiotomografia coronária como opção ao cateterismo em pacientes com risco baixo e/ou moderado. * Ressonância Magnética Cardíaca para estabelecimento do tipo (modalidade) de injúria miocárdica. Manutenção da classificação e tipologia do infarto ( 1, 2, 3, 4 e 5). Publicação/Referência: https://academic.oup.com/eurheartj/advance-article/doi/10.1093/eurheartj/ehy462/5079081 http://www.onlinejacc.org/content/early/2018/08/22/j.jacc.2018.08.1038?_ga=2.243201154.1498510192.1535210018-592352769.1457634655

sábado, 18 de junho de 2016

As Novas tecnologias a Serviço da Saúde

Vivenciamos a algum tempo a era das novas tecnologias a serviço da saúde, seja com objetivo de pesquisas médico científicas a longo prazo, seja pela intenção da busca de cura para enfermidades já conhecidas e que atingem a população de maneira crescente, com o desenvolvimento da biotecnologia houve um acréscimo e uma nova perspectiva ao tratamento de doenças complexas ampliando as oportunidades de pesquisas médico científicas no país e no mundo. Atualmente a bilionária e crescente indústria farmacêutica, caminha a passos largos com um arsenal cada vez mais amplo de medicamentos para todos os tipos de enfermidades ou não enfermidades possíveis e imagináveis e que não necessariamente de fato curem, que é o desejo de todo aquele que convive diariamente com alguma doença, a cura. Em meio a essa corrida pela cura, pela estética, pela saúde perdida através de hábitos danosos a saúde ou atribuída a herança genética, nos deparamos com a possibilidade de uma cura não tão distante, a era das terapias biológicas ou genicas, são proteínas e vacinas recombinantes, terapia gênica, células-tronco e anticorpos monoclonais, essas são algumas das ferramentas que abrem novos rumos para a medicina mundial e trazem esperança de cura para milhões de pessoas ao redor do mundo. Estima-se que cerca de 50% dos tratamentos em fase de pesquisa ou em desenvolvimento, sejam biológicos. Incluindo nesse hall as terapias com células-tronco adultas e terapias gênicas, além de vacinas, hormônios, enzimas, entre outras moléculas protéicas de origem recombinante. As inovações com emprego de pesquisas que visam as terapias biológicas estão cada vez mais presentes no dia-a-dia de médicos e pesquisadores que lidam com perspectiva de avanços em alguns tipos de câncer, ou síndromes auto-imunes e infecções virais crônicas, na área de saúde com previsão de crescimento rápido para os próximos anos, além da perspectiva de tratamentos mais eficazes para doenças complexas, a biotecnologia abre oportunidades interessantes para o Brasil e outros países emergentes impulsionarem sua a indústria interna de tecnologia e inovação gênico-biológica. O Brasil já apresenta algumas importantes iniciativas, como exemplo a ser citando, o estudo multicêntrico de terapia celular em cardiopatias, considerado o maior do mundo na área, financiado pelo Ministério da Saúde que envolve parcerias diferenciadas com empresas privadas, instituições públicas de pesquisa e hospitais de referência como o RECEPTA biopharma, do Instituto Butantan e do Instituto Ludwig de Pesquisa em Câncer, todos de São Paulo, que estão conduzem ensaios com seus próprios anticorpos monoclonais contra o câncer. Outro exemplo de sucesso é o da Universidade Federal de São Paulo, que juntamente com o Hospital Pró-Cardíaco e a Excellion Serviços Biomédicos, empresa de biotecnologia fruto da parceria entre o Pró-Cardíaco e a Fundação de Amparo à Pesquisa projetaram estudos de terapia gênica para isquemia de membros.
Independente do debate amplo cujo qual está inserida a polêmica do uso células-tronco embrionárias que envolvem um arcabouço ético bastante amplo e que não quero incluir em pauta nessa atividade, acho importante abordar o potencial das pesquisas e perspectivas do tratamento para cardiopatias envolvendo a pesquisa clínica com terapia celular que se empregado ao Sistema Único de Saúde, representaria uma expressiva economia no tratamento das cardiopatias. Levo em consideração a crise política com reflexos diretos na saúde econômica do país e que certamente se refletirá ainda mais nos gastos com saúde pública, cujas previsões são preocupantes em um cenário futuro que prevê a receita muito aquém dos gastos com saúde em um cenário a curto prazo. Embora em alguns casos ainda em estágio experimental, os progressos recentes com pesquisa e terapia gênica entre outras, os avanços obtidos indicam oportunidades de crescimento e cura de algumas doenças dentro de alguns anos, com desafio de criar drogas genéticas em substituição a um verdadeiro arsenal farmacológico que hoje representa um percentual financeiro com impacto bastante elevado nos serviços de saúde de todo mundo.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

VINHO AJUDA A BAIXAR PRESSÃO ARTERIAL

VINHO AJUDA A BAIXAR PRESSÃO Uma das bebidas mais antigas do mundo, até hoje o vinho é objeto de estudos, mas a uma conclusão já se chegou: quando ingerido com parcimônia, de fato traz benefícios à saúde. Entre as propriedades mais estudadas está o fator de prevenção de doenças cardiovasculares, enfermidades que constituem a maior causa de mortes no mundo. A bebida tem ação antiplaquetária, pois contribui para a redução dos níveis de lipídios e colesterol, agentes responsáveis pela formação de placas que podem obstruir as artérias. Além disso, é um vasodilatador, o que favorece a redução da pressão sanguínea. Essas duas características fazem do vinho um importante aliado contra o infarto. Já os polifenóis, em especial os flavonoides encontrados na uva, contribuem para acelerar o metabolismo, o que ajuda no controle do peso. Os mesmos componentes atuam na prevenção de doenças neurodegenerativas, como a demência. Outras bebidas alcoólicas também possuem essas substâncias, mas o vinho se destaca. Segundo a biomédica, professora e pesquisadora do Centro Universitário Metodista do IPA, Caroline Dani, compostos fenólicos estão presentes também no suco. “Ambos apresentam propriedade antioxidante, que promove melhora cognitiva e da memória. O suco possui menos que o vinho, mas em geral as pessoas consomem mais”. Estudos mais recentes indicam que o vinho pode ter também ação anticancerígena, devido a alguns compostos como o resveratol. Propriedades desse tipo, entretanto, ainda são objetos de pesquisa. Quanto ingerir? Para que os benefícios não se transformem em danos, seja comedido. A quantidade recomendada estabeleceu-se da seguinte forma: para suco, aproximadamente 400 ml por dia. Para o vinho, atualmente defende-se que com uma taça (aproximadamente 100 ml) já se garantem os benefícios, mas são recomendadas duas por dia, sempre junto com as refeições.
Campanha Coração Alerta - Salve 100 mil vidas até 2014

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Coração Alerta

Cerca de 80 mil pessoas, uma a cada cinco minutos. Esse é o número aproximado de mortes por infarto todos os anos no Brasil. Idosos, jovens, negros, brancos, homens e mulheres fazem parte dessa estatística. Apesar de o infarto acometer mais os fumantes, pessoas com sobrepeso e ritmo de vida estressante, além de sedentários que seguem uma alimentação não regrada, o infarto não escolhe raça, sexo e muito menos idade. Pode acontecer com qualquer um. Para muitas pessoas o infarto é fatal. São cerca de 17 milhões de mortes em decorrência de infarto no mundo inteiro a cada ano. Um número equivalente a toda a cidade de São Paulo. Trabalhar para reverter essa estatística é uma atitude para todos, por isso a SBHCI – Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista e a SBC – Sociedade Brasileira de Cardiologia convidam você, sua empresa, entidade ou organização para participar da Campanha Coração Alerta que vai alertar a população dos riscos do infarto. Uma importante iniciativa de conscientização que vai tomar conta das principais mídias nacionais, educando as pessoas sobre os sintomas e os principais fatores de risco, fazendo com que procurem um médico e façam exames para o diagnóstico precoce do infarto. Queremos diminuir para 50% a taxa de mortalidade no Brasil, uma meta de 100 mil vidas salvas até 2014. Faça parte dessa luta. Reduzir mortes por infarto e fazer parte dessa mobilização é uma causa para todos. Coração Alerta: uma atitude da SBHCI, da SBC e de você.

sábado, 2 de outubro de 2010

Classificação dos Fármacos

MEDICAMENTOS: CLASSIFICAÇÃO; EFEITOS; FORMA FARMACÊUTICA; ADMINISTRAÇÃO; PARÂMETROS FARMACOLÓGICOS; FARMACOCINÉTICOS E INTERAÇÕES.

Classificação medicamentos

Quanto à origem:
-Natural
-Mineral
-Animal
-Vegetal
-Síntese

Semi-síntese – medicamentos origem natural aos quais se retiram, acrescentam ou substituem determinados grupos químicos.

Classificação Medicamentos:

Organotrópicos – condicionam alteração de um parâmetro biológico (EX. anti-hipertensores)
Etiotrópicos – não influenciam qualquer atividade biológica. Finalidade é matar ou impedir multiplicação de microrganismos patogênicos.
Medicamentos podem ser agrupados
Utilizados a título preventivo:
–Prevenção – vacinas
–Modificar processo biológico – anticoncepcionais

Tratamento substitutivo – compensar carência do organismo:
–Exógena – vitaminas

–Endógena:
Definitiva – insulina
Provisória – hemorragia, diarréia
Suprimem a causa da doença:
–Bactericidas – morte do agente causal
–Bacteriostáticos – dificultam o crescimento e multiplicação
Sintomáticos – corrigem os sintomas, sem eliminar a causa (analgésicos antiinflamatórios)

Efeitos que resultam da ação farmacológica dos medicamentos:

-Efeito Terapêutico – ação terapêutica (uma ou mais)
-Efeitos secundários – doses usuais e são previsíveis. Não ocorrem para melhoria da situação patológica
-Relações adversas – ocasionam sintomas indesejáveis (ou mesmo toxicidade) ou dão lugar a internações prejudiciais com outros medicamentos usados concomitantemente.
-Efeitos Tóxicos – relações provocadas por uma dose excessiva ou por acumulação anormal do fármaco no organismo.
-Efeitos locais – relações que só ocorrem no local de administração do medicamento;
-Efeitos sistêmicos – efeitos ocorrem num órgão ou sistema distante do local de administração;
-Efeitos sinérgicos – combinação dos efeitos de dois ou mais fármacos, administrados simultaneamente – efeito final é superior à soma dos efeitos de cada um deles isoladamente. EX.: relaxante muscular+analgésico
-Efeitos antagônicos – efeito oposto entre dois fármacos. Ex.: potássio (freqüência cardíaca) / digitálicos (freqüência cardíaca). Potássio antagonisa a potência do digitálico.
Nomenclatura do Medicamento
Químico
Genérico = D.C.I O.M.S. Comercial

“Não confundir nome genérico com medicamento genérico”
Medicamento genérico – similares (com a mesma composição qualitativa e quantitativa em princípios ativo, sob a mesma forma terapêutica) de um medicamento já introduzido no mercado – prova de bioequivalência comparativa

Formas Farmacêuticas

Escolha da forma farmacêutica depende:

-Natureza físico-química do fármaco;
-Mecanismo de ação;
-Local de ação do medicamento.
-Dosagem – quantidade de fármaco na forma farmacêutica.
Medicamentos administrados pela via oral

Formas sólidas:

–Comprimidos
–Comprimidos ação prolongada
–Comprimidos com revestimento entérico
–Pastilhas
–Cápsulas
–Pós
Formas efervescentes

Formas líquidas:

–Xaropes
–Soluções
–Suspensões
–Emulsões
–Elixires
–Tinturas

Formas sólidas

Comprimidos
–Formas sólidas de um pó medicamentoso, preparado por compressão, adicionado ou não de substâncias aglutinantes. Comprimidos com ranhura – permitem uma divisão equilibrada da dose
Comprimido com revestimento entérico – resiste à dissolução no pH ácido do estômago, mas dissolve-se no pH alcalino do intestino. Utilizados par fármacos que são destruídos ou inativados pelo pH ácido. Não devem mastigados ou triturados.
Comprimidos de ação prolongada (retard) ou de libertação controlada – Preparados para serem absorvidos de forma gradual
Cápsulas
–Preparados nos quais uma ou mais substâncias (líquido ou pó) são colocadas dentro de um invólucro gelatinoso, que se dissolve no tubo gastrointestinal e liberta o medicamento para ser absorvido. Forma adequada para administração de fármacos com sabor desagradável. Devem ser deglutidas inteiras.
Cápsulas de ação prolongada, retardada ou contínua (retard)
–Libertação contínua e gradual do fármaco devido aos diferentes níveis de dissolução dos grânulos contidos na cápsula.
–Reduz o número de doses a administrar por dia
–Não devem ser trituradas, nem mastigadas, nem o seu conteúdo esvaziado para misturar com alimentos ou líquidos – pode alterar a absorção.
Pastilhas
–Pequenos discos que contêm um fármaco numa base aromatizada. Devem ser completamente dissolvidos na boca, para que assim se liberte o fármaco. Normalmente exercem o seu efeito terapêutico na mucosa oral.
Pós
–Medicamentos sólidos que são misturados com líquidos (água ou sumos) antes da sua administração.
Formas efervescentes
–Alguns pós e comprimidos, são fornecidos em formas efervescentes, que são diluídos antes da administração. Objetivo é aumentar o efeito terapêutico ou melhorar o sabor
Formas líquidas
Xaropes
–Fármacos dissolvidos numa solução concentrada de açúcar (sacarose) ou muito aromatizada.
–Dissimular o sabor desagradável
–Especialmente para crianças – sabor mais agradável, mais fácil administração e mais fácil o ajuste da dose.
Soluções
–Misturas homogêneas de líquidos em sólidos.
–Habitualmente têm um sabor desagradável
Suspensões
–Misturas de partículas sólidas em meio líquido. As partículas precipitam quando a solução fica em repouso
–Agitar antes da administração – distribuição uniforme das partículas
Emulsões
–Feitas a partir de gorduras (óleos ou vaselina) dispersas em outro líquido.
–Disfarçar o mau sabor ou proporcionar uma melhor solubilidade do fármaco.
–Devem ser agitadas antes da administração
Elixires
–Preparações de fármaco num solvente alcoólico.
–Utilizados para fármacos não solúveis em água.
Alguns medicamentos não devem ser triturados, mastigados ou dissolvidos, pois podem alterar as suas propriedades terapêuticas:
–Comprimidos para serem dissolvidos na boca, para absorção através da mucosa oral (Nitroglicerina)
–Comprimidos revestidos e cápsulas
–Comprimidos e cápsulas de libertação controlada (retard)
–Medicamentos insolúveis quando misturados com outros líquidos
Medicamentos tópicos:
-Loções
-Cremes
-Pomadas
-Pós
-Géis
-Aerossóis
-Pensos transdérmicos

Loções

–Suspensões de um pó insolúvel em água ou substâncias dissolvidas num líquido espesso
-Óxido de zinco
-Loção de calamina
–Calmantes proteção da pele e aliviar o rubor e prurido
–Agitar antes de usar
Cremes
–Óleos emulsionados em 60 a 80% de água, de modo a formar um líquido espesso ou um sólido mole
-Cremes antifúngicos

Pomadas

–Preparações semi-sólidas numa base gorda como a lanolina ou a vaselina
–Completa ou moderadamente absorvidas pela pele
–Conservam a unidade pelo que aumentam a absorção do fármaco – são o veículo mais eficaz para a absorção de fármacos pela pele.
Pós
–Partículas sólidas finas de um fármaco que têm o talco como base –Normalmente são espalhadas na pele – secam a pele –Desaparecem facilmente – aplicação freqüente

Géis

–Misturas semi-sólidas que se liquefazem quando aplicadas na pele, evaporam-se rapidamente, formando uma película permeável
–Alguns corticosteróides são fornecidos nesta forma, para evitar a absorção e os conseqüentes efeitos sistêmicos

Aerossóis

–Fármacos sólidos ou líquidos em suspensão pulverizada
-Aplicações transdérmicas
-Pensos adesivos impregnados com um fármaco, que é absorvido lentamente através da pele
-Nitroglicerina
-Fentanil

Medicamentos administrados por via parentérica ou Parenteral

-Ampolas
-Frasco herméticos
-Frascos duplos
-Seringas pré-cheias
-Recipientes para soluções de grande volume

Ampolas

–Recipiente de vidro, com uma preparação medicamentosa para utilização numa só dosagem.
–Não guardar ampolas abertas
Frascos herméticos
–Recipientes de vidro com um medicamento para uma ou mais administrações.
–Fármaco em solução ou pó estéril que precisa ser reconstituído antes da administração

Frascos duplos

–Recipientes de vidro com dois compartimentos (um contém o soluto e outro o solvente)
–Entre os dois recipientes há uma borracha separadora

Seringas pré-cheias

–Medicamentos pré-preparados
-Seringas de insulina
-Heparina de baixo peso molecular
Recipientes para soluções de grande volume
–Soluções intravenosas estão disponíveis em recipientes de plástico ou de vidro, numa grande variedade de tipos, de concentrações e volumes.

Medicamentos administrados através das mucosas

Retal

-Supositórios
–Formas sólidas, destinadas a ser introduzidas num orifício corporal (ânus). Temperatura do corpo, a substância dissolve-se e é absorvida pela mucosa
–Devem ser armazenados em local fresco
–Microclisteres
–Solução para enema de pequeno volume, previamente embalada.

Vaginal

–Óvulos e cremes vaginais - fornecidos com aplicador
–Irrigação vaginal

Nasal

–Gotas nasais
–Vaporizador nasal: pequenas gotas de solução contendo o fármaco são rapidamente absorvidas

Oftálmica

–Gotas oftálmicas: As soluções oftálmicas são estéreis, facilmente administráveis e habitualmente não interferem com a visão
–Pomadas oftálmicas – provocam alterações da acuidade visual. Têm maior duração de ação que as gotas
–Frascos ou bisnagas sempre individualizados

Otológica

-Gotas otológicas

Inalação

-Condução de medicamentos para os pulmões através das vias nasal ou oral
–Vaporização – medicamento é transportado através de um fluxo de vapor
–Atomização e nebulização – separação da solução em pequenas gotículas para ser inalada

Farmacocinética

Farmacocinética: estuda o ciclo geral dos medicamentos no organismo: - Absorção (A)
–Distribuição (D)
–Metabolização (M)
–Eliminação (E)
Avalia os efeitos farmacológicos e tóxicos dos medicamentos

Efeito terapêutico depende:

-Características da forma farmacêutica;
-Maior ou menor facilidade com que é libertado dessa forma farmacêutica e atinge o local de ação.

-Biodisponibilidade – É o grau e velocidade com que uma substância ativa é absorvida a partir de uma forma farmacêutica e se torna disponível no local de ação. Relacionada com: absorção, características físico-químicas do medicamento e processo de fabrico

1. Fármaco liberta-se da forma farmacêutica, dispersando-se e dissolvendo-se nos fluidos do organismo

2. Absorção – Envolve a passagem das moléculas do fármaco através de barreira(s) existente(s) entre o local de administração e o compartimento vascular, sendo que o compartimento vascular a ser considerado 'e o da circulação local, como as veias mesentéricas, para a absorção intestinal.
Absorção (estômago/intestino) sistema Porta fígado

3. Distribuição - fluidos intersticiais, celulares e tecidos do organismo
Distribuição
No sangue o fármaco vai ser distribuído pelos diversos tecidos do organismo A distribuição pelos líquidos intra e extracelulares não é equitativa – maior ou menor afinidade para um local Depende das características físico-químicas do fármaco e da fisiologia do local (vascularização, tipo de tecidos, permeabilidade capilar…). Certos fármacos sofrem redistribuição – deixam de estar acumulados nuns tecidos para se acumularem noutros.
Biotransformação – conversão do fármaco através de sistemas enzimáticos ou processos metabólicos, noutras substâncias (metabolitos ativo ou inativos)
Processa-se essencialmente:
Tecidos hepáticos
Rim
Epitélio gastrointestinal
O fígado é o principal órgão onde se processa a biotransformação
Eliminação – fármacos são eliminados do organismo, inalterados ou na forma de metabolitos.
Rim é o órgão mais importante
Outras vias:
–Pele
–Pulmões
–Leite materno
–fezes

Fatores que condicionam a absorção, além das características físico-químicas do fármaco:

-Solubilidade
-Concentração
-Fluxo sanguíneo no local de absorção
-Superfície de absorção
-Via de administração
Vias de administração – condiciona a absorção, quanto à velocidade e quantidade de fármaco absorvido.

Parâmetros farmacocinéticos básicos

Volume de distribuição aparente
–Relaciona a concentração de fármaco no organismo, com a concentração no sangue ou no plasma.
–Permite: estimativa da dose necessária para se obter uma determinada concentração, e, inversamente a concentração obtida a partir da administração de certa dose
Fração livre – relaciona a concentração total medida com a concentração do fármaco livre (relacionada com os efeitos do fármaco)
Depuração (clearance /clairance) (CL) – velocidade com que um fármaco é eliminado do corpo.

Semi-vida (t1/2)

Tempo necessário para que a concentração plasmática do fármaco (quantidade de fármaco no organismo) se reduza a 50%
Varia com a depuração e com o volume de distribuição

Aumento do (V) – semi-vida do fármaco torna-se maior

Semi-vida pode estar aumentada:
-Diminuição do fluxo plasmático renal;
-Adição de um segundo fármaco, desloque o primeiro da sua ligação à albumina – aumento do volume de distribuição do fármaco
-Diminuição da excreção
-Diminuição do metabolismo
Concentração eficaz mínima (CEM) – a mais baixa concentração capaz de produzir o efeito desejado
Concentração tóxica mínima (CTM) -, menor concentração que já origina efeitos tóxicos
Janela terapêutica – concentrações limitadas pela CEM e CTM, que corresponde às concentrações utilizáveis
Dosagem – quantidade de substância ativa por unidade de administração de um medicamento
Dose-quantidade de medicamento a tomar ou a administrar numa só vez ou por unidade de tempo
Dose de impregnação – dose ou série de doses que são administradas no inicio do tratamento com o objetivo de atingir rapidamente a concentração desejada
Dose de manutenção – doses repetitivas ou sob a forma de infusão contínua – manter uma concentração em equilíbrio no plasma dentro de uma determinada amplitude terapêutica
Eficácia máxima (eficácia) – efeito máximo que pode ser produzido por um fármaco
Potência – corresponde à concentração plasmática de fármaco
Acumulação – fixação prolongada (meses ou anos) de certos fármacos em diferentes órgãos.
Vias de Administração
Vias entéricas
-Sublingual
- Oral
-Retal

Vias parentéricas

- Endovenosa
- Intramuscular
- Subcutânea
- Inalatória
- Dérmica (percutânea)
(Aplicação tópica ou local)

Outras vias administração:

Intratecal (intraraquidiana)
Intraperitoneal
Intra-óssea
Epidural
Intra-cardíaca
Endotraqueal


Farmacodinâmica

Estudo das interações bioquímicas e fisiológicas dos fármacos, isto é, examina as propriedades Físico-Químicas e as internações farmacológicas com os receptores.
-Maioria dos fármacos exercem as suas ações porque interatuam com receptores celulares
-Alguns fármacos exercem as suas ações sem intervenção direta com receptores
Receptor – macromoléculas orgânicas, localizadas nas células e tecidos, onde se fixam os fármacos para produzir efeitos farmacológicos
Complexo – ligação do fármaco ao receptor (responsável pela resposta farmacológica)
Ligação fármaco-receptor processa-se através de vários tipos de ligações com base nas forças condicionantes:

-Forças iônicas
-Forças covalentes
-Força por pontes de hidrogênio
-Forças de Van der Waals

Integração fármaco receptor

-Fármaco liga-se reversivelmente ao receptor – complexo fármaco-receptor resposta farmacológica (tanto mais intensa quanto maior o teor de fármaco ligado ao receptor)
-Fármaco agonista – afinidade e atividade intrínseca elevada
-Fármaco antagonista – possuem elevada afinidade, mas não apresentam atividade intrínseca
Antagonismo competitivo –combina-se reversivelmente com o mesmo receptor que o agonista. Maior dose de agonista para indução do efeito
Antagonismo não competitivo – inativo o receptor e o agonista não se pode ligar, ou impede de outro modo que o agonista exerça os seus efeitos
Tolerância – redução da resposta a um medicamento, após administração repetida.
Taquifilaxia – tolerância que se desenvolve rapidamente a doses repetidas do mesmo fármaco Idiossincrasia – efeito incomum de um fármaco, independente da dosagem, que se manifesta por relação semelhante à alergia.
Alergia – hipersensibilidade a substâncias estranhas ao organismo (alergéno) – substâncias inofensivas, poeiras, quer um produto medicamentoso ou bacteriano

Fatores que afeta a atividade dos fármacos

Além da variabilidade interindividual, são fatores determinantes:
-Idade e peso
-Gravidez
-Patologias
-Álcool
-Fumo
-Outros fármacos

Modificação das respostas aos fármacos

Farmacogenética – estudo das variações quantitativas e qualitativas das respostas a fármacos, condicionadas por fatores genéticos, bem como eventuais modificações do material genético provocadas pelo contacto do organismo com fármacos.
-Alteração do código genético- origina modificações síntese de proteínas: formação deficitária de enzimas, síntese de enzimas anômalas ou até a sua inexistência
-Alterações do código genético surgem por mutações espontâneas quando da replicação
Situações Farmacogenética:
-Anemia hemolítica por deficiência de desidrogenase do fosfato de glicose – 6
-Hipertermia maligna
-Porfírias hepáticas
Internações Medicamentosas
Integração potencial de fármacos - possibilidade de um fármaco alterar a intensidade dos efeitos farmacológicos de outro administrado concomitantemente.

Interações farmacocinéticas:

–Alteração na absorção intestinal
-Alteração do pH
-Formação de complexos
-Alteração da motilidade
–Alterações na distribuição
–Alterações no metabolismo
-Estimulação do metabolismo
-Inibição do metabolismo
–Alterações na excreção urinária

Interações farmacodinâmicas

Nível dos receptores
Fármacos com ação no mesmo local ou no mesmo sistema fisiológico
Alteração no mecanismo de transporte intracelular
Fármacos com efeitos farmacológicos semelhantes

Administração conjunta de vários fármacos, podem surgir fenômenos de:
Sinergismo – acção do fármaco é aumentada, permite obter um efeito terapêutico com menor toxicidade
Antagonismo

Reação idiossincrásica

Reações adversas
Ampla variedade de relações tóxicas aos fármacos, relacionadas ou não com a dose, que ocorrem em situações terapêuticas:
Leve
Moderada
Grave
Letal
Relações previsíveis relacionadas com a dosagem:
Efeitos secundários – efeitos farmacológicos previsíveis que ocorrem dentro dos intervalos posológicos terapêuticos.
Toxicidade por superdosagem – efeito tóxico previsível quando administradas doses que excedem o intervalo terapêutico de um determinado utente.
Efeitos não previsíveis e não relacionados com a dose:
Alergia a fármacos
Idiossincrasia

Cuidados ao medicar o paciente idoso – Farmacocinética e farmacodinâmica

Revisão

O objetivo final da prática médica é a boa terapia, neste sentido o conhecimento, por parte do médico e profissionais da área da saúde, de todas as etapas que o medicamento passa pelo organismo humano é fundamental, ou seja o processo farmacocinético, que compreende a absorção, a circulação, a chegada aos locais afetados, o metabolismo e a eliminação da droga; e o processo farmacodinâmico ou mecanismo intrínseco de ação da droga. Nos idosos, estes mecanismos têm aspectos peculiares, resultantes do envelhecimento dos diversos orgãos e sistemas, assim como alterações dos sistemas enzimáticos.

Farmacocinética

O início de um tratamento medicamentoso se faz pela liberação e absorção do fármaco contido no comprimido, cápsula ou ampola. O primeiro fator a ser considerado deve ser a via de administração, que irá influenciar diretamente na biodisponibilidade. Apenas, a via intravenosa propicia biodisponibilidade de 100% do fármaco.



Fase 1. Absorção

Os medicamentos de liberação controlada podem ter seu comportamento alterados se expostos a pH gástrico alterado, ou a administração concomitante de álcool, que pode afetar a integridade do “revestimento” do comprimido ou cápsula e acelerar a liberação do fármaco. Outro fator a ser considerado na absorção do medicamento é a velocidade do trânsito intestinal, podendo prolongar ou abreviar o tempo de contato com as células intestinais (enterócitos) do jejuno.

- Nos enterócitos, as glicoproteínas P funcionam como uma barreira que devolve as drogas ao lúmen gastrointestinal, e aumentam seu tempo de exposição a ação das enzimas P450, que atuam como uma segunda barreira a absorção.

Fase 2. Distribuição

Uma vez absorvido, o medicamento necessita atingir o local onde se dará a sua ação. A distribuição do medicamentos é influenciada por diversos fatores: 1. a afinidade por lípides confere à facilidade em atravessar barreiras biológicas (substâncias lipossolúveis). Embora esta característica possa parecer positiva, por facilitar o deslocamento até os alvos, em alguns casos a afinidade excessiva pode facilitar a remoção do medicamento do órgão alvo, e redução de seus efeitos farmacológicos.

A afinidade do medicamento pela água (hidrossolúvel) tem efeito inverso dos lipossolúveis: dificulta a travessia de barreiras (membranas) biológicas e facilita a excreção.

As proteínas plasmáticas (especialmente albumina) funcionam como reservatório e transportadoras de drogas no plasma. Apenas a fração livre, não ligada a estas proteínas, é capaz de atingir os alvos para ação. Este fato, nos mostra, que os idosos desnutridos, com doenças (cardíaca, renais, hepáticas, pulmonares) em fase avançada, e neoplasias terminais, com baixo valor de proteína plasmática, necessita ter a dose do medicamento ajustada (diminuída) para se obter o mesmo resultado terapêutico. Pois, se tivermos, poucas proteínas plasmáticas, teremos mais fração livre do medicamento, expondo estes pacientes a nível tóxico do medicamento.

Também, um medicamento que tenha alta ligação as proteinas plasmáticas, tem baixa disponibilidade. Exemplo, a sertralina (anti-depressivo), possui 98% de ligação as proteinas, deixando somente 2% da droga na forma livre. Ou seja, de cada 100 mg de sertralina absorvida, apenas 2 mg são eficazmente ativa.

Quando duas drogas com altos índices de ligação com as proteínas plasmáticas são administradas simultâneamente, elas irão competir entre si pelos locais de ligação, e terão suas ações farmacológicas prejudicadas.

Nos idosos, duas outras ocorrências, comumente encontradas, dificultam a distribuição do fármaco: a deficiência cardiocirculatória (cardiopatia) e, a diminuição da circulação periférica (aterosclerose).

Fase 3. Metabolísmo

O metabolísmo de um fármaco ocorre em duas etapas: a primeira realizada principalmente pelas enzimas do citocromo P450, e pode envolver a ativação de pró-fármacos, ou a formação de metabólitos ativos ou inativos; e a segunda etapa realizada pelas UGT (Uridina-Difosfato-Glicuronosil-Transferases), que efetuam a conjugação dos medicamentos com o ácido glicurônico, e inclui também outras enzimas responsáveis pela sulfatação, acetilação e metilação das drogas.

Fase 4. Eliminação

A última etapa farmacocinética é a de eliminação ou excreção da droga inatura ou inativada como produtos do metabolísmo. A grande maioria dos fármacos tem eliminação renal, porém, existem eliminação, pelo trato gastrointestinal, pelos pulmões e pelas secreções da pele (sudorese). O conhecimento da vida média das substâncias, especialmente, com ação no sistema cardiocirculatório é fundamental. Os fármacos com vida médica curta atingem o estado de equilíbrio rapidamente e podem ser mais facilmente interrompidos, ex. diuréticos. Os medicamentos de vida média longa, tem maior possibilidade de acumular no organismo e causar intoxicações, Ex. digital.

Considerando, que o idoso apresenta normalmente uma diminuição da função renal, sempre que vamos utilizar um ou mais medicamentos com eliminação via renal, devemos fazer um estudo do clearence renal. Com isso, podemos prever e quantificar as doses ideais para cada paciente. Esta prática contribuirá para a diminuição dos graves riscos da iatrogenia, reponsável pela 3 causa de óbito nos EUA.

Farmacodinâmica

A farmacodinâmica, é uma infinidade de modos dos quais as substâncias afetam o corpo, após serem engolidos, injetados ou absorvidos através da pele, quase todos os medicamentos entram na corrente sanguínea e circulam pelo corpo, interagindo diversos locais-alvos.

Os fármacos podem agir de diversas formas:

Receptores com canais iônicos – Os fármacos agem por meio de alterações de polaridade da membrana por trânsito de íons entre o exterior e o interior da célula, e vice-versa. Exemplo é o receptor GABA, que possui um canal de cloro.

Exemplo. Os benzodiazepínicos agem por meio da alteração da permeabilidade dos canais iônicos, com efeito quase imediato. A administração de benzodiazepínicos facilita a entrada de íons cloro pelo receptor GABA, de carga negativa, no interior da célula, que se torna hiperpolarizada e menos excitável imediatamente. Este é o fundamento da pronta ação ansiolítica dos benzodiazepínicos.

Receptores ligados as proteínas G – Os receptores ligados às proteinas G exercem sua função por meio de mensageiros intracelulares, que poderão atuar em nível citoplasmático por meio da fosforilação de enzimas e alteração de sua atividade ou pela mobilização de estoques intracelulares de cálcio, que pode atuar como segundo mensageiro ou alterar a polaridade da célula e facilitar sua despolarização, já que possui carga positiva.

Outras ações dependem da difusão para o núcleo ou da ativação de fatores de transcrição, e conseqüentes alterações da expressão genética neuronal. Por este motivo as drogas que exercem sua ação direta ou indiretamente por meio de receptores ligados às proteinas G possuem efeitos terapêuticos mais lento.

Referências:

Allevato M – O tratamento de Polimedicados. XXIV Congresso Brasileiro de Psiquiatria- Out 2006. Curitiba, PR.

Beers MH – Explicit criteria for determining potentially inappropriate medication use by the elderly. Arch intern Med 157:1531-1536,1997.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Formas/Apresentação dos Fármacos

Formas Farmacêuticas

Forma farmacêutica é a forma final de como um medicamento se apresenta: comprimidos, cápsulas, injetáveis, etc. Normalmente as drogas não são administradas aos pacientes, no seu estado puro ou natural, mas sim como parte de uma formulação, ao lado de uma ou mais substâncias não medicinais que desempenham varias funções farmacêuticas. Esses adjuvantes farmacêuticos têm por finalidade, solubilizar, suspender, espessar, diluir, emulsionar, estabilizar, preservar, colorir e melhorar o sabor da mistura final. Com a finalidade de deixar o fármacoagradável ao paladar e eficiente. Existem diferentes formas de apresentação dos medicamentos:

Sólidas:

Semi-sólidas

Líquidas

Pós são preparações farmacêuticas que se caracteriza pela mistura de fármacos e/ou substâncias química finamente divididas e na forma seca. Alguns pós são destinados ao uso interno e outros ao uso externo. Os pós podem ser administrados sob a forma simples ou serem ponto de partida para outras formas farmacêuticas como papéis e cápsulas.

Grânulos são formas farmacêuticas composta de um pó ou uma mistura de pós umedecidos e submetidos a secagempara produzir grânulos de tamanho desejado.

Cápsulas são formas farmacêuticas sólidas, as quais uma ou mais substâncias medicinais e/ou inertes são acondicionadas em um invólucro à base de gelatina. As cápsulas gelatinosas podem ser duras ou moles. São administradas por via oral e possuem propriedades de desintegrarem-se e dissolverem-se no tubo digestivo.

Tabletes ou comprimidos são formas farmacêuticas sólidas de forma variável, cilíndrica ou discóide, obtidas por compressão de medicamentos mais o excipiente,

Drágea são formas farmacêuticas obtidas pelo revestimento de comprimidos. Para este fim, se utiliza diversas substâncias, como: queratina, ácido esteárico e gelatina endurecida com formaldeído.

Pastilhas são formas sólidas destinadas a se dissolverem lentamente na boca, constituída por grande quantidade de açúcar e mucilagens associadas a princípios medicamentosos.

Supositórios são preparações farmacêuticas sólidas, à base de substância fundível pelo calor natural do corpo, destinado a ser introduzido no reto, gerando amolecimento ou dissolução do fármaco. O excipiente mais usado é a manteiga de cacau (lipossolúvel) junto com a glicerina gelatinada (hidrossolúvel).

Óvulos são formas farmacêuticas obtidas por compressão ou moldagem para aplicação vaginal, onde devem se dissolver para exercerem uma ação local. O excipienteem geral é a glicerina.

Pomadas são preparações de consistência pastosa, destinada ao uso externo.

Cremes são emulsões líquidas viscosas do tipo óleo e água ou água e óleo.

Emplastros forma farmacêutica que se dissolve à temperatura do corpo, aderindo-se à pele. É usado como esparadrapo.

Soluções são preparados líquidos obtidos por dissolução de substâncias químicas em água.

Loções são soluções que impregnam na pele; veículo é aquoso e usado sem fricção. Sua fluidez permite aplicaçãorápida e uniforme sobre uma ampla superfície.

Emulsão é uma forma farmacêutica líquida de aspecto cremoso feito com a mistura de um líquido em óleo. Como agentes emulsionantes utiliza-se a goma arábica e a gelatina.

Suspensão são formas farmacêuticas que contêm partículas finas de substâncias ativa em dispersão relativamente uniforme. Deve ser agitado antes do uso.

Extratos fluidos são soluções hidroalcoólicas de constituintes solúveisde drogas vegetais.

Injeções são preparações estéreis de soluções, emulsões ou suspensões destinadas à administração parenteral.

Embalagens para drágeas, cápsulas, comprimidos, pílulas e pó, supositórios e óvulos.




Fonte: http://www.webartigos.com/articles/33607/1/Formas-Farmaceuticas/pagina1.html#ixzz0yUreHT87

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Terminologia Técnica para Enfermagem

- A -

Abdução.....afastamento de um membro do eixo do corpo.

Ablepsia.....cegueira.

Abrasão.....esfoladura, arranhão.

Abscesso.....coleção de pus externa ou internamente.

Absorção.....penetração de liquido pela pele ou mucosa.

Abstinência.....contenção, ato de evitar.

Acesso.....repetição periódica de um fenômeno patológico.

Acinésia.....impossibilidade de movimentos voluntários, paralisia.

Acinesia.....lentidão dos movimentos ou paralisia parcial.

Acne.....doença inflamatória das glândulas sebáceas.

Acromia.....falta de melanina, falta de pigmentação "albinismo".

Adenosa.....tumor de uma glândula e que reproduz a estrutura dela.

Adiposo.....gordura.

Adução.....mover para o centro ou para a linha mediana.

Afagia.....impossibilidade de deglutir.

Afagia.....impossibilidade de deglutir.

Afasia.....impossibilidade de falar ou entender a palavra falada.

Afebril.....sem febre, apirético.

Afluxo.....vinda para determinado lugar.

Afonia.....perda mais ou menos acentuada da voz.

Agrafia.....não consegue escrever.

Algia.....dor em geral.

Algidez.....resfriamento das extremidades.

Algido.....frio.

Alopécia.....é a queda total ou parcial dos cabelos.

Alopecia.....queda total ou parcial dos cabelos e pelos.

Aloplastia.....(prótese), substituto de uma parte do corpo por material estranho.

Alucinação.....percepção de um objeto, que na realidade não existe.

Ambidestro.....habilidade de usar as duas mãos.

Ambliopia.....diminuição da acuidade visual.

Amenorréia.....falta de menstruação.

Analgesia.....abolição da sensibilidade á dor.

Anasarca.....edema generalizado.

Ancilose.....imobilidade de uma articulação.

Anemia.....é a diminuição dos números de hemácias.

Anfiantrose.....articulação que se movimenta muito pouco,ex.falange.

Aniridia.....ausência ou falha da íris.

Anisocoria.....desigualdade de diâmetro das pupilas.

Anodontia.....ausência congênita ou adquirida dos dentes.

Anoretal.....região referente ao anus e reto.

Anorexia.....falta de apetite, inapetência.

Anorexia.....perda do apetite.

Anosmia.....diminuição ou perda completa do olfato.

Anóxia......redução do suprimento de oxigênio nos tecidos.

Anoxia.....falta de oxigênio nos tecidos.

Anquitose.....diminuição ou supressão dos movimentos de uma articulação.

Anterior.....a parte da frente.

Anuperineal.....região referente ao anus e períneo

Anúria.....ausência da eliminação urinaria

Ânus.......orifício de saída retal.

Apalestesia.....perda do sentido das vibrações.

Apático.....sem vontade ou interesse para efetuar esforço físico ou mental.

Apelo.....sem pele, não cicatrizado, aplicado a feridas.Desprovido de de prepúcio, circuncidado.

Apeplexia.....perda súbita dos sentidos, com elevação da temperatura, mas sem hemiplegia.

Apnéia.......parada dos movimentos respiratórios.

Aposia.....ausência de sede.

Aptialismo.....deficiência ou ausência de saliva.

Ascite.....edema localizado na cavidade peritonial com acúmulo de liquido.

Asfixia.......sufocação, dificuldade da passagem do ar.

Astasia.....incapacidade de permanecer em pé, por falta de coordenação motora.

Astenia.....enfraquecimento

Astenia.....fraqueza, cansaço.

Ataxia.....não coordena os músculos e a locomoção.

Atresia.....ausência ou fechamento de um orifício natural.

Atrofia.....diminuição do tamanho ou peso natural de um órgão ou tecido.

Auricular.....referente a orelha.

Azia.....sensação de ardor estomacal, eructação azeda e ácida.

-- B --

Balanite.....inflamação da glande ou da cabeça do pênis.

Balanopostite.....inflamação da glande e do prepúcio.

Bandagem.....enfaixe.

Benigno.....que não ameaça a saúde nem á vida.Não maligno, como certos tumores, inócuo.

Bilioso.....referente á bile, peculiar a transtornos causados por excesso de bile.

Binasal......referente a ambos os campos visuais nasais.

Biópsia.....extirpação de um fragmento de tecido vivo com finalidade diagnóstico.A peça extirpada dessa maneira.

Blefarite.....inflamação das pálpebras.

Blenofitalmia.....secreção mucosa nos olhos.

Blenorréia.....secreção abundante das mucosas, especialmente da vagina e uretra.

Blenúria.....presença de muco na urina.

Bócio.....hiperplasia da glândula tireóide.

Bócio.....hiperplasia da glândula tireóide.

Borra de café.....aspecto do vômito ou da defecação que contém sangue.

Bradicardia.....diminuição das batidas cardíacas

Bradicardia.....diminuição dos batimentos cardíacos.

Bradipnéia.....movimento respiratório abaixo do normal.

Braquialgia.....dor no braço.

Braquialgia....dor no braço.

Bucal.....oral, referente a boca.

Bucal.....oral, referente a boca.

Bulimia.....fome exagerada.

Bulimia.....fome excessiva e patológica.

Bursite.....inflamação da bolsa sinovial.

Bursite.....inflamação da bolsa sinovial.

-- C --
Cacofonia.....voz anormal e desagradável

Cãibra.....contração muscular, espasmódica e dolorosa.

Calafrio.....contrações involuntárias das musculatura esquelética com tremores e bater dos dentes.

Caquexia.....desnutrição adiantada, emagrecimento severo.

Cefaléia.....dor de cabeça.

Choque.....síndrome que se manifesta com pele fria, queda de temperatura, cianose e morte.

Cianose......coloração azulada por falta de oxigênio.

Cianose.....coe azulada da pele por falta de oxigênio no sangue.

Cianótico....com cianose.

Cirrose.....fibrose com destruição do tecido.

Cistite.....inflamação da bexiga.

Cistocéle.....hérnia de bexiga.

Cistostomia.....abertura de comunicação da bexiga com o exterior.

Claudicação.....fraqueza momentânea de um membro.

Clister.....introdução de pequena quantidade de água, medicamento ou alimento no intestino.

Cloasma.....manchas escuras na pele, principalmente na face da gestante.

Coagulação.....espessamento de um liquido formando coágulo.

Colecistectomia.....remoção da vesícula biliar.

Colecistite.....inflamação da vesícula biliar.

Cólica.....dor espasmódica.

Colostomia.....abertura artificial para saída de fezes a nível do cólon.

Colpoperineorrafia.....operação reparadora em torno da vagina e períneo.

Colúria......presença de bilirrubina ou bílis na urina.

Coma.....estado de inconsciência

Congênito.....doença herdada no nascimento.

Congestão.....acúmulo anormal ou excessivo de sangue numa parte do organismo.

Constipação.....não evacua normalmente.

Constipação....retenção de fezes ou evacuações insuficientes.

Contaminação.....presença de micróbios vivos.

Contratura.....rigidez muscular.

Convalescença.....caminha para o restabelecimento.

Convulsão.....contrações violentas involuntárias do músculo, agitação desordenada.

Coprólito.....massa endurecida de matéria fecal nos intestinos.

Cordialgia.....dor no coração.

Costal.....relativo as costelas.

Curativo compressivo.....curativos nas feridas que sangram.

Curativo frouxo.....curativo em feridas que supuram.

Curativo seco.....feito apenas com gaze.

Curativo úmido.....quando há aplicação de medicamentos líquidos ou úmidos.

Cutâneo.....referente a pele.

Cútis.....derma.
-- D --


Dactilite.....inflamação de um dedo, ou artelho.

Debilidade.....fraqueza, falta de forças.

Debridamento..... limpeza de um tecido do infectado ou necrótico de um ferimento.

Decúbito.....posição deitada.

Deltóide.....músculo do braço em forma de "D",onde se aplicam injeções intramuscular.

Dentro.....cito a direita.

Dermatite.....inflamação da pele.

Dermatose.....doenças da pele.

Desidratação.....diminuição anormal dos tecidos do organismo

Desidratação.....perda exagerada de liquido no organismo.

Desmaio.....lipotínea, ligeira perda dos sentidos.

Diaforese.....sudorese excessiva.

Diarréia.....evacuações freqüentes e liquidas.

Diplegia.....paralisia bilateral.

Diplopia.....visão dupla.

Disfagia.....dificuldade de deglutir.

Disfonia.....distúrbio na voz.

Dismenorréia.....menstruação difícil e dolorosa.

Dismenorréia.....menstruação difícil e dolorosa.

Dispnéia.....dificuldade respiratória.

Dispnéia.....falta de ar, dificuldade para respirar.

Dispnéico.....com dispnéia.

Disquesia.....evacuação difícil e dolorosa.

Disseminado.....espalhado.

Distensão.....estiramento de alguma fibra muscular, intumescimento ou expansão.

Distrofia.....perturbação da nutrição.

Disúria.....micção difícil e dolorosa.

Diurese.....secreção urinaria.

Diurese.....volume de urina coletado.

-- E --


Ecopraxia.....repetição dos movimentos ou maneirismo de outra pessoa.

Edema.....retenção ou acúmulo de líquidos no tecido celular

Emese.....ato de vomitar.

Enema.....clister, lavagem, introdução de líquidos no reto.

Enteralgia.....dor intestinal.

Entérico.....relativo ao intestino.

Enurese.....incontinência urinaria noturna.

Enxaqueca.....dor de cabeça unilateral.

Epigastralgia.....dor no epigástrio.

Epigástrio.....porção média e superior do abdômen

Episiorrafia.....sutura no períneo ou dos grandes lábios.

Episiorragia.....hemorragia perineal.

Episiotomia.....incisão lateral do orifício vulvar para facilitar o parto.

Epistaxe.....hemorragia nasal.

Epistótomo.....contrações musculares generalizados com encurvamento do corpo para frente.

Equimose.....extravasamento de sangue por baixo dos tecidos "manchas escuras ou avermelhadas".

Equimose.....pequeno derrame sanguíneo debaixo da pele.

Eritema.....vermelhidão na pele.

Eructação.....emissão de gases estomacais pela boca,arroto.

Erupção na pele.....avermelhamento da pele com vesículas.

Erupção.....lesão, amarela ou enegrecida que se forma nas queimaduras ou feridas infectadas.

Erupção.....lesões visíveis na pele.

Escabiose.....moléstia cutâneas contagiosa, caracterizada por lesão multiformes, acompanhadas por prurido intenso.

Escara de decúbito.....úlcera perfurante em região de proeminências ósseas.

Esclerodermia.....afecção cutânea com endurecimento da pele.

Esclerose.....endurecimento da pele,devido a uma proliferação exagerada de tecido conjuntivo.Alteração de tecidos ou órgãos caracterizado pela formação de tecidos fibroso.

Esclerose.....endurecimento dos vasos ou perda de elasticidade.

Escoriações.....abrasão, erosão, perda superficial dos tecidos.

Escótomo cintilante.....pontos luminosos no campo visual, na hipertensão arterial.

Escótomo.....ponto cego no campo visual.

Escrotal.....relativo ao escroto.

Escrotite.....inflamação do escroto.

Escroto.....saco de pele suspenso na região do períneo e que aloja os testículos e os epidídimos.

Escrotocele.....hérnia do escroto.

Esfacelo.....necrose, gangrena

Esfacelodermia.....gangrena da pele.

Esfenoidal.....referente ao esfenóide.

Esfenóide.....osso situado no centro do assoalho do crânio

Esfígmico.....relativo ao pulso.

Esfigmocardiógrafo.....aparelho que registra graficamente os movimentos do pulso e do coração.

Esfignomanometro.....aparelho para verificar a pressão arterial.

Esfimógrafo.....aparelho que registra graficamente os movimentos do pulso.

Esfíncter.....músculo circular que constrói o orifício de um órgão.

Esfincterolgia.....dor no esfíncter.

Esfíncteroplastia.....reparação cirúrgica de um esfíncter.

Esfíncterotomia.....divisão dos músculos de um esfíncter.

Esfoliação.....desprendimento de tecido necrosado sob a forma de lâminas.

Esfregaço cervical.....esfregaço das secreções mucosas do colo do útero.

Esfregaço.....material espalhado numa lâmina de vidro para exame.

Esmalte.....camada externa dos dentes.

Esmegma.....secreção caseosa em redor do prepúcio ou dos pequenos lábios.

Esofagismo.....espasmo do esôfago.

Esôfago.....tubo longo situado atrás da traquéia e pelo qual caminham os alimentos para irem ao estômago.

Esofagocele.....hérnia do esôfago.

Esofagomalácia.....amolecimento do esôfago.

Esofagoptose.....prolapso do esôfago.

Esofagoscópio.....instrumento para exame visual do esôfago.

Esofagostenose.....estreitamento do esôfago.

Esofagostomia.....abertura de comunicação entre o esôfago e o exterior. Formação de uma fistula esofagiana.

Esofagotomia.....incisão do esôfago.

Espasmo.....contrações involuntárias, violenta e repentina de um músculo ou grupo de músculo;pode acometer as vísceras ocas como estômago e os intestinos.

Espasmódico.....rígido, com espasmo.

Espasmofilia.....tendência aos espasmos e ás convulsões.

Espasmolítico.....medicamento que combate o espasmo.

Espástico.....em estado espasmódico.

Especulo.....instrumento para examinar o interior de cavidades como a vagina, reto, ouvido.

Espermatite.....inflamação do canal deferente.

Espermatocistite.....inflamação da vesícula seminal.

Espermatorréia.....incontinência de esperma.

Espermatúria.....presença de esperma na urina.

Espermicida.....que destrói o espermatozóide.

Espirômetro.....aparelho que mede a capacidade respiratória dos pulmões.

Esplenectopia.....queda do baço.

Esplenelcose.....úlcera do baço.

Esplenite.....inflamação do baço.

Esplenocele.....hérnia do baço.

Esplenoctomia.....extirpação do baço.

Esplenodimia.....dor no baço.

Esplenomalácia.....amolecimento do baço.

Esplenomegalia......aumento do volume do baço.

Esplenopatia.....afecção do baço.

Esplenopexia.....fixação cirúrgica do baço.

Esplenotomia.....incisão no baço.

Espondilalgia.....dor nas vértebras.

Espondilartrite.....inflamação das articulações vertebrais.

Espondilite.....inflamação de uma ou mais vértebras.

Esposticidade.....capacidade de entrar em espasmo.

Esprometria.....medida da capacidade respiratório dos pulmões.

Esputo.....escarro, material expectorado.pode ser mucótico, mucopurolento,purulento, hemorrágico, espumoso.

Esqueleto.....o arcabouço ósseo do corpo.

Esquinência.....qualquer doença inflamatória da garganta.

Estado de mal asmático.....ataque severo de asma, que dura mais de 24 horas e quase impede a respiração.
Estado epilético.....uma sucessão de ataques epiléticos graves.

Estado.....período, fase.

Estafiledema.....edema da úvula.

Estafilete.....inflamação da úvula.

Estafilococemia.....presença de estafilococos no sangue.

Estafilococos.....bactérias em forma de cachos de uva.

Estafiloplastia.....cirurgia plástica da úvula.

Estafilorrafia.....sutura da úvula.

Estase intestinal.....demora excessiva das fezes no intestino.

Estase....estagnação de uma liquido anteriormente circulante.

Esteatoma.....lipoma, tumor de tecido gorduroso.

Esteatorréia.....evacuação de fezes descoradas, contendo muita gordura.

Esteatose.....degeneração gordurosa.

Estenose do piloro.....estreitamento do piloro.

Estenose.....estreitamento.

Estercólito.....fecólito, massa dura e compacta de fezes "cibalo".

Estereognose.....reconhecimento de um corpo pelo tato.

Estéril.....incapaz de conceber ou de fecundar - em cirurgia livre de qualquer micróbio.

Esterilização.....operação pela qual, uma substância ou um objeto passa a não conter nenhum micróbio.

Esterização.....anestesia pelo éter

Estermitatório.....que provoca espirro.

Esternal.....relativo ao osso externo.

Esternalgia.....dor no esterno.

Esterno.....o osso chato do peito.

Esternutação.....espirro.

Estertor....ruído respiratório que não se ouve á auscultação no estado de saúde.Sua existência indica um estado mórbido.

Estertorosa.....respiração ruidosa.

Estetoscópio.....aparelho para escuta, ampliando os sons dos órgão respiratórios ou circulatórios.

Estomacal.....estimulante do estômago.

Estômago.....a porção dilatada do canal digestivo aonde vão ter alimentos que passam pelo esôfago.

Estomatite.....inflamação da boca.

Estomatorragia.....hemorragia da boca.

Estrabismo.....falta de orientação dos eixos visuais para o objeto, devido a falta de coordenação dos músculos motores oculares.

Estrangúria.....micção dolorosa.

Estreptococo.....gênero de bactéria gram-positiva que se apresentam em forma de cadeia ou rosário.

Estrias.....cicatrizes na pele do abdômen ou da cocha, pela dilatação das fibras na gestação ou parto.

Estritura.....estreitamento de uma canal.

Estrófulo......dermatose benigna, comum no recém-nascido.

Estrumite.....inflamação da glândula tiróide.

Estupor.....inconsciência total ou parcial, mutismo sem perda da percepção sensorial.

Estutor.....inconsciência total ou parcial.

Eteromania.....embriagues habitual pela inalação de éter.

Etilismo.....vício do uso de bebidas alcoólicas, intoxicação crônica pelo álcool etílico.

Etilista.....alcoólatra.

Etiologia.....estudos das causas da doença.

Etmóide.....osso cito no assoalho do crânio ao lado esfenóide.

Euforia.....sensação de bem estar.

Eupnéia......respiração normal.

Eupnéia.....respira normal

Eutanásia.....morte tranqüila, facilitando da morte nos casos incuráveis.é proibida.pela ética médica e pela lei.

Eutócia.....parto natural.

Eutrofobia.....boa alimentação.

Evacuante.....medicamento que produz evacuações de um órgão, seja purgativo, vomito, diurético ou outro.

Eventração.....hérnia do intestino na parede abdominal.

Eventração.....saída total ou parcial de vísceras na parede abdominal, mas a pele continua íntegra.

Evisceração.....remoção de vísceras.

Evisceração.....saída das vísceras de sua situação normal.

Exacerbação.....agravação dos sintomas.

Exantema.....deflorência cutânea, qualquer erupção cutânea.

Exantema.....erupção da pele.

Excisão.....corte ou retirada de um órgão ou parte dele.

Excitabilidade.....capacidade de reagir a um estimulo.

Excreta.....os resíduos eliminados do corpo.

Exftalmia.....projeção dos olhos para fora.

Exodontia.....extração de dentes.

Exostose.....projeção óssea para fora da superfície do corpo.

Expectação.....ato de deixar a doença evoluir limitando-se o médico a atenuar os sintomas.

Expectoração.....expelir secreção pulmonar"escarro".

Expectorante.....medicamento que promove a expulsão de catarro e mucosidade da traquéia e brônquios.

Exsudato.....substância liquida eliminada patológicamente.

Extirpação.....retirada completa.

Extrofobia.....reviramento de um órgão para fora.

-- F --


Fadiga.....cansaço, esgotamento.

Falo.....pênis.

Faringectomia.....ablação cirúrgica da faringe.

Faringite.....inflamação da faringe.

Faringodímia.....dor na faringe.

Faringoplegia.....paralisia dos músculos da faringe.

Faringoscópio.....instrumento para exame da faringe.

Faringotomia.....incisão da faringe.

Fastígio.....o ponto máximo da febre.

Fatal.....causador de morte, desastroso.

Febre cerebral.....meningite.

Febre de feno.....manifestação alérgica, com renite e ligeira febre.

Febre entérica.....febre tifóide.

Febre eruptiva.....qualquer doença febril que se acompanha de erupção na pele.

Febre glandular.....mononucleose infecciosa.

Febre intermitente.....alternativas de febre e temperatura normal.A malária por exemplo produz febre intermitente, com intervalos certos.

Febre recorrente.....alguns dias com febre, seguidos de outros sem febre e novamente outros com febre.

Febre remitente.....febre que apresenta melhoras ou diminuição, mas sem chegar a desaparecer.

Febrícula.....febre pouco elevada e passageira.

Febrífugo.....que afasta a febre.

Fecalóide.....semelhante ás fezes.

Fel.....bile.

Fêmur.....osso da coxa,é o maior osso do corpo.

Fenestrado.....com aberturas ou janelas.

Feocromocitoma.....tumor das glândulas supra-renais, que produz elevação da pressão arterial.

Ferida cirúrgica.....a incisão cirúrgica asséptica.

Ferida incisiva.....corte.

Ferida infectada.....aquela em que há micróbios.

Ferida lacerada.....quando há arrancamento ou laceração dos tecidos.

Ferida perfurada.....ferida produzida pela penetração de objeto perfurante.

Ferida séptica.....ferida infectada.

Ferida.....lesão.

Fétido.....mal cheiro.

Feto a termo.....feto em condições de nascer, com aproximadamente 280 dias de gestação.

Feto.....o produto da concepção a partir do 4º mês de vida intra-uterina.

Fibrilação auricular.....fibrilação cardíaca

Fibrilação.....tremor muscular, a fibrilação cardíaca é mortal.

Fíbula.....outro nome do osso rótula(joelho).

Filático......que protege.

Filaxia.....proteção, defesa.

Filiforme.....em forma de fio.

Filopressão.....compressão de uma vaso sanguíneo por um fio.

Fimatose.....tuberculose.

Fimose.....estreitamento do orifício do prepúcio, este não pode ser puxado para traz.

Fisiatria.....fisioterapia, tratamento por meios físicos.

Fisiologia.....estudo das funções do organismo.

Fissura do ânus.....pequena fenda ulcerada na mucosa do ânus.

Fissura.....fenda.

Fissura.....ulceração de mucosa.

Fístula cega.....fístula em que uma das extremidades é fechada.

Fistula.....canal em forma de tubo e que normalmente não existe no organismo.

Fistulótomo.....instrumento para incisão de fístulas.

Flácido.....mole, caído.

Flambagem.....ato de imergir o objeto em álcool e deitar fogo.

Flato.....ar ou gases no intestino.

Flatulência.....distensão do intestino pelo acúmulo de fezes e gazes.]

Flatulência.....distensão dos intestinos por gases.

Flebectomia.....extirpação de uma veia.

Flebite.....inflamação de uma veia.

Fleborrexe.....ruptura de uma veia.

Flebosclerose.....esclerose das veias.

Flebotomia.....incisão de uma veia, venosecção.

Flegmasia.....inflamação.

Flictema.....levantamento da epiderme, formando pequenas bolhas.

Flictema.....vesícula, pequena bolha cheia de liquido.

Flogístico.....inflamatório.

Flogorgênico.....que provoca inflamação.

Flogose.....inflamação.

Fobia.....temor mórbido, sem motivo.

Foco.....sede principal de uma doença.

Foliculite.....inflamação de folículos.

Folículos.....órgão microscópio existente no ovário, e que ao amadurecer forma o óvulo, também pequeno saco ou cavidade.

Fomentação.....aplicação quente e úmida.

Fontanela.....ou "moleira", parte não ossificada dos ossos do crânio em crianças até 10 á 12 meses.

Forame....orifício, abertura.

Fórceps obstétrico.....fórceps para aprender o feto e apressar ou facilitar o parto.

Fórceps.....pinça.

Fratura cominutiva.....fratura em que o osso de divide em mais de dois fragmentos.

Fratura espontânea.....fratura óssea por rarefação(osteoporose) ou por outra doença óssea.

Fratura exposta.....fratura com ruptura da pele e tecidos.

Fratura.....divisão de ossos.

Frenalgia.....dor no diafragma.

Frenite.....inflamação no diafragma.

Frontal.....osso da frente no crânio.

Fulminante.....de marcha rápida e fatal.

Fumigação.....desinfecção por meio de gases.

Funda.....aparelho para manter a hérnia no lugar.

Fungicida.....que mata os fungos.

Fungo.....cogumelo parasito.

Furúnculo.....infecção e inflamação de um folículo piloso.

Furunculose.....aparecimento de vários furúnculos.

-- G --


Galactagogo.....que estimula a secreção de leite.

Galactocelo.....dilatação da glândula mamária em forma de cisto cheio de leite.

Gânglio linfático.....é um nódulo ou um aglomerado de tecidos linfóide, dividido em compartimentos por um tecido fibroso.

Gangliomite..... inflamação do gânglio.

Gangrena de raynound.....gangrena simétrica das extremidades.

Gangrena.....necrose maciça dos tecidos devido á falta de irrigação sanguínea.

Garrote.....curativo compressivo para deter hemorragia, faz-se com um torniquete , é preciso afrouxar a cada hora,para evitar isquemia e gangrena.

Gastralgia.....dor de estômago.

Gastrectomia.....excisão de parte do estomago em casos de úlcera, câncer...

Gástrico.....relativo ao estomago.

Gastrite.....inflamação do estomago.

Gastrocele.....hérnia do estomago.

Gastrocolotomia.....incisão do estomago e do cólon.

Gastrocópio.....instrumento para examinar o interior do estomago, mediante a introdução pelo esôfago de um foco luminoso e um espelho.

Gastrodínia.....dor no estomago.

Gastroduodenite.....inflamação do estomago e do duodeno.

Gastroenterite.....inflamação simultânea do estomago e do intestino.

Gastro-hepatico.....relativo ao estomago e ao fígado.

Gastrolgia.....dor de estomago.

Gastrólito.....presença de cálculo no estomago.

Gastromalácia.....amolecimento do estomago.

Gastropatia.....qualquer doença ou distúrbio do estomago

Gastropexia.....operação para fixação do estomago caído.

Gastroplastia.....operação plástica mo estomago.

Gastroplegia.....paralisia do estomago.

Gastroptose.....prolapso do estomago.

Gastrorrafia.....sutura do estomago.

Gastrorragia.....hemorragia pelo estomago.

Gastrorréia....secreção excessiva pelo estomago.

Gastroscopia.....exame do interior do estomago.

Gastrostomia.....abertura de uma fístula gástrica.

Gastrosucorréia.....excessiva secreção de suco gástrico pelo estomago.

Gastrotaxia.....hemorragia no estomago.

Gastrotomia.....incisão do estomago.

Geléia de petróleo.....vaselina.

Gemioplástia.....cirurgia plástica do queixo.

Genal.....relativo á bochecha.

Gengivite.....inflamação da gengiva.

Geniano....relativo a queixo.

Genitália.....os órgãos genitais.

Genoplástia.....cirurgia plástica da bochecha.

Geriatria.....estudo das doenças dos velhos.

Germe.....micróbios.

Germicida.....que mata os germes.

Gigantismo.....doença causada pelo excesso da função hipófise.

Glândula.....órgão que segrega um produto específico.

Glicosúria.....presença de açúcar na urina normalmente isto não deve ocorrer.

Glomerulite.....inflamação dos glomérulos do rim.

Glossalgia.....dor na língua.

Glossite.....inflamação da língua.

Glúteo.....referente ás nádegas.

Glutural.....relativo á garganta.

-- H --


Hálito diabético.....hálito adocicado, cheiro de maça estragada.

Halitose.....mau hálito.

Hallux.....dedo grande do pé.

Hematêmese.....vomito com sangue.

Hematêmese.....vômitos com sangue.

Hematoma.....extravasamento de sangue fora da veia.

Hematúria......presença de sangue na urina.

Hematúria.....presença de sangue na urina.

Hemeralopia.....cegueira diurna, diminuição da visão á luz do dia.

Hemianalgesia.....analgesia de um lado ou de uma metade do corpo.

Hemicolectomia.....remoção cirúrgica de metade do cólon.

Hemicrânea.....enxaqueca, dor ( em metade do crâneo).

Hemiparesia.....fraqueza muscular em um lado do corpo.

Hemiparesia.....fraqueza muscular em um lado do corpo.

Hemiplegia.....paralisia de metade do corpo.

Hemiplegia.....paralisia dos MMII.

Hemocultura.....cultura de sangue através de técnicas laboratoriais.

Hemodiálise.....extração de substâncias tóxicas contidas em excesso no sangue mediante difusão através de uma membrana semi-permeável.

Hemofílico.....doença congênita na qual a pessoa esta sujeita a hemorragias freqüentes, por deficiência. de coagulação.

Hemoftalmia.....hemorragia no olho.

Hemoglobina.....pigmentos de glóbulos vermelhos, destinados a fixar o oxigênio do ar e levá-los aos tecidos.

Hemólise.....destruição dos glóbulos vermelhos do sangue.

Hemoptise.....hemorragia de origem pulmonar,escarro com sangue.

Hemoptise.....hemorragia que provém dos órgãos respiratórios e passa pela glote.

Hemorragia.....sangramento, escape do sangue dos vasos sanguíneos.

Hemostasia.....processo para conter a hemorragia, coagulação do sangue.

Hemotórax.....coleção de sangue, na cavidade pleural.

Hemotórax.....derrame sanguíneo no interior do tórax.

Hepatalgia.....dor no fígado.

Hepatite.....inflamação do fígado.

Hepatoesplenomegalia.....aumento do volume do fígado e do baço.

Hepatomegalia.....aumento do volume do fígado.

Herpes.....infecção por um vírus com erupção de pequenas vesículas com base avermelhadas e causando forte dor.

Heteroinfecção.....infecção por germes vindo do exterior.

Heteroplástia.....enxerto de tecidos de outras pessoas.

Hidramnio.....excesso de líquido amniótico

Hidratado.....com água.

Hidrocefalia.....aumento anormal da quantidade de líquidos na cavidade craniana.

Hidruxia.....urina excessiva e com baixa densidade, quase aquosa.

Hiperalgesia.....excesso de sensibilidade á dor.

Hiperalgesia.....sensibilidade exagerada á dor.

Hipercalcemia.....quantidade excessiva de cálcio no sangue.

Hipercapnia.....excesso de gás carbônico no sangue.

Hiperêmese.....vômito excessivo.

Hiperemese.....vômitos excessivos ou incoercíveis.

Hiperglicemia.....excesso de glicose no sangue.

Hiperpirexia.....febre alta.

Hiperpirexia.....febre muito alta, acima de 40 graus c.

Hiperpnéia.....respiração acelerada.

Hiperpnéia.....respiração anormal, acelerada, com movimentos respiratórios exagerados.

Hipersônia.....sonolência excessiva.

Hipertensão.....aumento da pressão arterial.

Hipertricose.....excesso de pêlos, ou sua localização anormal.

Hipertrofia.....aumento anormal de um órgão ou tecido.

Hipoestesia.....diminuição da sensibilidade.

Hipofixia.....falta de oxigênio.

Hipotensão....baixa pressão arterial.

Hipotonia.....tonicidade muscular diminuída.

Histerectomia.....extirpação do útero.

Histeropexia.....operação para fixar o útero.

Homolateral.....do mesmo lado.

-- I --


I.A.M.....infarto agudo do miocárdio.

I.C.A.....isquemia coronária aguda.

Icterícia.....coloração amarelada da pele e mucosa.

Inapetência.....falta de apetite, anorexia.

Indolor.....sem dor.

Ingestão.....ato de engolir, alimentos ou outras substancias.

Inguinal.....relativo á virilha.

Insônia.....falta de sono, impossibilidade de dormir.

Intra.....dentro.

Intranasal.....dentro da cavidade nasal.

Intra-ósseo.....dentro do osso.

Involução.....volta, regressão.

Isquemia.....insuficiência local de sangue.

Isquialgia.....dor no quadril.

-- J --


Jejuno.....a segunda porção do intestino delgado.

Jejunostomia.....ligação cirúrgica do jejuno ao abdômen, formando uma abertura artificial.

Jugular.....referente ao pescoço.

-- L --


Laparoscópio.....endoscópio para exame da cavidade abdominal.

Laparotomia.....incisão do abdômen

Lienteria.....diarréia de fezes líquidas contendo matéria não digerida.

Lipotímia.....desmaio ligeiro com perda dos sentidos

Litotomia.....abertura da bexiga para retirada de cálculos.

Luxação....separação das superfícies óssea de uma articulação.---

-- M --


Mácula.....mancha rósea da pele sem elevação.

Mácula.....mancha rósea na pele, sem elevação.Com elevação é Pápula.

Marca passo.....aparelho elétrico(a pilha) que se implanta perto do coração para regular os impulsos destes, quando o nódulo sinoventricular não funciona normalmente.

Mastalgia.....dor no seio.

Meato.....abertura.

Melena.....fezes escuras e brilhantes, com presenças de sangue.

Melena.....hemorragia pelo ânus em forma de borra de café, é o sangue que vem do estômago ou duodeno e sofreu transformações químicas.

Menarca.....primeira menstruação

Menorralgia.....hemorragia menstrual.

Metrorragia.....sangramento fora do período menstrual.

Míase.....presença de larvas de moscas no organismo.

Miastemia.....fraqueza muscular.

Micção.....ato de urinar.

Micção.....expulsão de urina da bexiga pela uretra.

Mictúria.....micção freqüente á noite.

Midríase.....dilatação da pupila.

Miose.....contração da pupila.

-- N --


Náusea.....enjôo, vontade de vomitar.

Náuseas.....desconforto gástrico com impulsão para vomitar.

Necrose.....morte dos tecidos localizados, de uma região do corpo.

Nefro....Prefixo que indica "rim".

Neo.....neoplasia, câncer.

Neurastemia.....esgotamento nervoso, depressão, cansaço facial.

Nictalopia.....cegueira noturna.

Nictúria.....micção freqüente á noite.

Notalgia....dor na região dorsal.

-- O --


Obeso.....gordo.

Obstipação.....constipação rebelde, prisão de ventre.

Obstrução.....bloqueio de uma canal.

Odontalgia.....dor de dentes.

Oligomenorréia.....menstruação insuficiente.

Oligúria..... deficiência de eliminação urinaria "escassez".

Oligúria.....diminuição da quantidade de urina.

Omalgia.....dor no ombro.

Ortopnéia.....acentuada falta de ar em decúbito dorsal.

Otalgia.....dor de ouvido.

-- P --


P.A.....pressão arterial.

P.G.....paralisia geral.

Palpitação.....batimento rápido do coração despertando sensação da existência deste órgão.

Panturrilha..... vulgo, barriga da perna.

Paralisia.....diminuição ou desaparecimento da sensibilidade e movimentos.

Parenteral.....por via que não é a bucal.

Paresia.....paralisia incompleta.

Paresia.....paralisia ligeira ou incompleta.

Parestesia.....alteração da sensibilidade, desordem nervosa, com sensações anormais.

Patéla.....rótulo, osso do joelho.

Pélvis ou Pelve.....bacia óssea, constituída pelos ossos ilíaco e sacro.

Perspiração.....sudorese.

Petéquias.....pequenas hemorragias puntiformes.

Pirose.....azia, fermentação ácida com sensação de calor no estômago.

Pirose.....sensação de ardência/ queimação do estômago á garganta.

Piúria.....presença de pus na urina.

Piúria.....presença de pus na urina.

Plenitude gástrica.....sensação de estufamento.

Podialgia.....dor no pé.

Polagiúria.....eliminação freqüente de urina.

Polaquiúria.....micções freqüentes e em pequenas quantidades.

Polidipsia.....sede excessiva.

Polipnéia.....respiração rápida e ofegante.

Poliúria.....aumento da quantidade de urina.

Poliúria.....excessiva eliminação urinaria.

Posição de fowler.....posição semi sentada que se obtém com cama articulada ou com auxilio de travesseiros. 45 graus.

Posição de trendelemburg.....com os´pés em nível mais alto que a cabeça.

Precordial.....relativo á área torácica que corresponde ao coração.

Proctalgia.....dor no reto.

Proctorralgia.....hemorragia retal.

Proctorréia.....evacuação do muco pelo ânus.

Prolapso.....queda de órgãos ou víscera ou desvio de sua posição natural devido ao afrouxamento físico.

Prostração.....exaustão, grande estafa.

Prurido.....coceira intensa.

Ptialismo.....hipersecreção salivar.

Ptose palpebral.....queda da pálpebras.

Ptose.....perda da posição original ou queda de um órgão interno.

Pulso cheio.....o que da a sensação de artéria cheia.

Pulso filiforme.....pulso mole e muito pequeno.

Pulso intermitente.....pulso em que algumas pulsações não são percebidas pela mão que o apalpa.

Pus icoroso.....pus ralo.

Pústula.....vesícula cheia de pus.

-- Q --


Quadriplegia.....paralisia das duas pernas e dos dois braços.

Queilose.....afecção dos lábios e dos ângulos da boca.

Quelóide.....excesso de tecido conjuntivo na cicatriz, que fica exuberante.

-- R --
Rádio.....o osso externo do antebraço.

Redução.....colocação dos fragmentos ósseos na posição normal.

Reflexo.....contração muscular, resposta involuntária a um estimulo.

Regurgitação.....volta de comia do estômago á boca.

Retenção urinária.....incapacidade de eliminar a urina.

Retenção.....incapacidade de eliminar.

Rinirragia.....hemorragia nasal.

Rinorréia.....coriza, descarga mucosa pelo nariz.

-- S --


Safenas.....nome de duas grandes veias do membro inferior.

Sânie.....secreção fétida de uma úlcera.

Secreção.....produto de uma glândula.

Sialorréia.....salivação excessiva.

Sialosquiese.....salivação deficiente (boca seca).

Sibilante.....semelhante á assobio.

Sublingual.....abaixo da língua, é uma das vias de administração de medicamentos.

Supuração.....formação de pus.

-- T --


Talalgia.....dor no calcanhar.

Taquicardia.....aceleração dos batimentos cardíacos.O normal é entre 72 e 80.De 200 em diante o pulso se torna incontável.

Taquipnéia.....aumento de freqüência dos movimentos respiratórios.

Taquipnéia.....movimentos respiratórios acelerados.

Tarsalgia....dor no pé.
Tarso.....tornozelo.
Tenalgia.....dor no tendão.

Tetalgia.....dor no bico do seio.

Tetraplegia.....paralisia dos quatros membros.

-- U --


Úlcera varicosa.....ulceração da parte inferior da perna devido a redução no suprimento do sangue.

Úlcera.....necrose gradual do tecido, com perda de substância.

Úlcera.....necrose parcial do tecido com perda de substância.

Ulceração.....formação de úlceras.

Ulorragia.....hemorragia gengival.

Ureteralgia.....dor no ureter.

Uretralgia.....dor na uretra.

Urina residual.....urina que permanece na bexiga após a micção.Mede-se mediante cateterismo.

Urticária.....erupção eritematosa da pele com prurido.

-- V --


Vasoconstrição.....contração dos vasos com estreitamento de seu cana ou luz.

Vasodilatação.....dilatação dos vasos sanguíneos.

Vertigem.....distúrbio neuro vegetativo, tontura.

Vesículas.....bolhas.

-- X --


Xantorréia.....corrimento vaginal amarelo,acre e purulento.

Xerodérmia.....secura da pele.

Xeromicteria.....falta de umidade nas vias nasais.---



SIGLAS DOS TERMOS

-- A --


ABD.....abdômen.

ACV.....aparelho cardio vascular.

AO.....aorta.

AO/CD.....aorta-coronária direita.

AO/DA.....aorta-descendente anterior.

AP.....antecedentes pessoais.

AP.....aparelho pulmonar.

AR.....aparelho respiratório.

ARD.....artéria radial direita.

ARE.....artéria radial esquerda.

ARP.....atividade da renina plasmática.

ATC.....angioplástia.

AVCI.....acidente vascular cerebral isquêmico.

AVCII.....acidente vascular cerebral hemorrágico.

AVD.....átrio ventricular direito.

AVE.....aneurisma ventrículo esquerdo.

AVE.....átrio ventricular esquerdo.

-- B --


BAVT.....bloqueio átrio ventricular total.

BCP.....bronco pneumonia.

BEG....bom estado geral.

BH.....balanço hídrico.

BIC.....bicarbonato.

BL.....balanço.

BNF.....bulhas normo fonéticas.

BRD.....bloqueio de ramo direito.

BRE.....bloqueio de ramo esquerdo.

-- C --


CAT.....cateterismo.

CAV.....comunicação atrioventricular.

CD.....conduta.

CEC.....circulação extra corpórea.

CIA.....comunicação intra atrial.

CIV.....comunicação interventricular.

CMO.....cardiomiopatias obstrutivas.

CX...circunflexa.

-- D --


DCM.....doença cardíaca mitral.

DI.....dia.

DLAO.....dupla lesão aórtica.

DLM.....dupla lesão mitral.

DM.....diabete mellitus.

DPM.....disfunção prótese mitral.

DPOC.....doença pulmonar obstrutiva crônica.

DVAO.....disfunção válvula aórtica.

-- E --


EAM.....estenose artéria mitral.

EAO.....estenose aórtica.

EM.....estenose mitral.

EOT.....entubação orotraqueal.

EP.....estenose pulmonar.

EXT.....extremidades.

-- F --


FA.....fibrilação atrial.

FC.....freqüência cardíaca.

FR.....freqüência respiratória.

FV.....fibrilação ventricular.

-- H --


HAS.....hipertensão arterial sistêmica.

HB.....hemoglobina.

HP.....história pregressa.

HPP.....história pregressa do paciente.

HT.....hematócrito.

HVD.....hipertrofia ventricular direita.

HVE.....hipertrofia ventricular esquerda.

HVE.....hipertrofia ventricular esquerda.

-- I --


IAM.....infarto agudo do miocárdio.

IAM.....infarto agudo do miocárdio.

IAO.....insuficiência aórtica.

IC.....insuficiência cardíaca.

ICC.....insuficiência cardíaca congestiva.

ICO.....insuficiência cardíaca obstrutiva.

IM.....insuficiência mitral.

IMS.....insuficiência mitral severa.

IMS.....insuficiência mitral severa.

IMV.....ventilação mandatória intermitente.

IRA.....insuficiência respiratória aguda.

IRC.....insuficiência respiratória crônica.

IVD.....insuficiência ventricular direita.

-- M --


MEG.....mau estado geral.

MG.....marginal.

MIE/CD....mamaria-coronária direita.

MIE/DA....mamaria-diagonal anterior.

MP.....marca passo.

MU.....murmúrio ventricular.

-- N --


NDN.....nada digno de notas.

-- P --


P.....pulso.

PCR.....parada cardio respiratório.

-- R --


RAA.....reumatismo articular agudo.

RCD.....recesso costal direito.

RCI.....ritmo cardíaca irregular.

RCI.....ritmo cardíaco irregular.

RCI....ritmo cardíaco irregular.

RCR.....ritmo cardíaco regular.

RCR....ritmo cardíaco regular.

REG.....regular estado geral.

REOP.....reoperação.

RJ.....ritmo juncional.

RM.....resvacularização do miocárdio.

RS.....ritmo sinusal.

-- S --


S/RA.....sem roncos aparentes.

S/S.....sem poros.

S/VM.....sem visceromegalias.

SARA.....síndrome da angústia respiratória no adulto(edema pulmonar).

SIC.....segundo informações colhidas.

-- T --


TA.....taquicardia atrial.

TV.....taquicardia ventricular.

TVAO.....troca da válvula aorta.

TVM.....troca de válvula mitral.

-- V --


V.....volêmia.

VD.....ventrículo direito.

VE.....ventrículo esquerdo.

VJD.....veia jugular direita.

VJE.....veia jugular esquerda.

VJE.....veia jugular esquerda.

VSCD.....veia sub clávia direita.

VSCE.....veia sub clávia esquerda.

sábado, 31 de julho de 2010

Artigo:Cuidados Paliativos



Humanização da Finitude do Homem – Cuidados Paliativos.


Artigo do Prof. Dr. Marco Tullio de Assis FigueiredoProfessor da Disciplina Eletiva de Cuidados Paliativos da Unifesp-EPM.Chefe do Setor de Cuidados Paliativos da Disciplina de Clínica Médica da Unifesp-EPM- EPM.Coordenador do Capítulo de Cuidados Paliativos da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.Sócio Fundador da International Association for Hospice and Palliative Care. Houston – EUA.



O que eu vou relatar abaixo foi extraído da tese de doutorado da Enfermeira Mara Villas Boas Carvalho,(1) defendida e aprovada, na Escola de Enfermagem da USP, em 2003.


Trata-se de alguns dos depoimentos feitos por 11 pacientes portadoras de câncer avançado, na fase terminal, identificadas com (d-numeral), onde d = depoimento e numeral = número da paciente.


Tenho muita dor. Eu sinto que as pessoas perdem a paciência com a gente. Elas acham que a gente está com frescura, fazendo fita, que sinto dor porque quero. (choro) Não é bem assim. A dor é muito forte. Às vezes acho que não vou agüentar, não vou dar conta.

Quando ela (dor) vem, peço a Deus me levar embora o quanto antes. Quantas vezes a gente toca a campainha para chamar as enfermeiras para nos dar o remédio, e elas levam um tempão pra virem, isso quando vêm.

As companheiras de quarto é que acabam levantando da cama e vão chamar as moças. Aí elas vêm e acham ruim. Elas falam que eu não sei esperar, eu sou muito afobadinha, e dizem que tenho que ter paciência. Sabe, a dor não é nelas.

A médica vem de manhã me ver, eu falo com ela para dar um remédio mais forte pra tirar a dor, e o que acontece? eu acho que elas esquecem, eu continuo tendo dor.” (d-1)(1)“Você não imagina como é bom quando alguém fica perto de mim, me escutando... Eu fico sozinha o tempo inteiro, não tenho ninguém para me ouvir. (choro)

Sabe, isso aí que você está fazendo, ficando ao meu lado, ajuda a desafogar.” (d-1)“Os profissionais precisam ser mais humanos, eles acham que o câncer só dá na gente, que eles são intocáveis. Sinto que falta complementar o atendimento, o cuidado.

É olhar mais para a gente, prestar mais atenção no que a gente necessita falar, escutar mais com atenção aquilo que a gente tem que falar, precisamos de devolutivas, e não fazer de conta que estão ouvindo. Percebo que eles entram aqui só para cumprir tabela, é muito mecânico demais, tudo muito fragmentado.

Vejo as discussões dos professores com os alunos no pé da cama, eles não têm nenhuma preocupação com a pessoa que está doente. O foco da discussão é a doença e não vejo nenhuma integração com a pessoa. Na minha visão, o grande responsável por isso é o professor que estimula no aluno a visão técnica, a patologia.” (d-4)“Para mim iniciou-se mais uma etapa de esperança, sendo que esta médica, digo sem medo de errar, é um amor, principalmente pelo lado humano de me tratar. Está sempre disposta para responder todas as minhas dúvidas.” (d-5)“Sabe, o câncer é uma doença terrível.


Precisamos da medicina, mas também sem Deus tudo seria em vão. Em uma dessas internações, conheci um médico que cuidou de mim quando extravasou químio em meu braço, o Dr G., um médico humilde, carinhoso. Chegou bem pertinho de mim e me falou de Deus... Como foi bom para mim, saber que um médico teve tanta sensibilidade naquele momento e me falou em Deus, me fez refletir uma porção de coisa.” (d-5)“Venho aqui de urgência. A entrada é pelo pronto-socorro. Fico naquelas macas estreitas, horas e horas, ninguém te assume, fico exposta nos corredores. Cada um que chega, você tem que estar repetindo sempre a mesma história. Você não imagina como isso é triste, é deprimente, é desumano, é demais, já não chega a doença desumana?” (d-11)*Sinto que quanto mais eu pioro, mais vejo eles (médico e enfermeiro) afastarem-se de mim, menos eles conversam, mais distantes estão, a gente nessa agonia. Quero ouvir deles o que está acontecendo. Eu te pergunto: você acha que eu vou morrer? Tenho medo.


O que está acontecendo de verdade? Continuo a ter esperança ou já desisto de vez? Faço planos futuros? Como é que vão ficar meus filhos?” (choro). (d-2)“Eu já fiquei internada quase dois meses, e vi o profissional estar ali, com a paciente, ela a reclamar de dor até morrer.

Ela era minha colega de quarto, morreu do meu lado. (choro) Ela gritou de dor, e uma enfermeira chegou e disse para ela “que ela estava mole, que ela estava com corpo mole”. Isso entrou lá na minha alma, quando eu ouvi ela falando isso, sabe? A enfermeira falou para ela parar de gritar, porque estava incomodando os outros... Eu presenciei todos os momentos da minha amiga, eu senti pela pessoa, porque aqueles gritos dela entravam na minha cabeça, na minha alma. Depois que ela morreu, que o quarto ficou silencioso, eu ainda tinha os gritos dela na minha cabeça.

Fui embora para minha casa com os gritos dela na minha cabeça!” (d-8)“O que eu sinto, nessa trajetória que estou vivendo, é que os profissionais de saúde se trancam e não estão nem aí com o problema do outro, não se emocionam com nada, com a dor do outro, são umas pessoas pobres de espírito. Primeiro você precisa trabalhar e fazer o que você gosta.

A pessoa tem que se gostar muito para gostar do outro. O que a gente vê são muitos profissionais descontentes, mal-humorados, são sem paciência.” (d-9)*Gostaria de pedir uma coisa para você, para as demais enfermeiras, para os médicos, não sei se vai ser possível. (choro) Você nunca viveu sua morte, eu estou vivendo ela aos poucos. Tenho certeza dela. Por mais que as pessoas falam para mim, tenha força, você vai melhorar, sei que isso não é verdade, é tudo muito falso. Quero pedir para você estar ao meu lado.” (d-11)


A simples leitura dos depoimentos acima dá a dimensão do real sofrimento dos pacientes em processo de finitude. São evidentes as queixas de sofrimento do físico (dores, náuseas, vômitos, etc.), da psique (solidão), do espiritual (apelo a Deus, perda do significado de vida), do social (preocupação com a família, com a situação econômica, etc.). O conjunto desses sofrimentos já é motivo para verificar que dificilmente todos eles poderão ser efetivamente controlados por médico e por enfermeira. Há necessidade de realização de um apoio multiprofissional, o qual só é possível ser alcançado pela ação da equipe dos Cuidados Paliativos.


A ação da equipe efetiva-se através de um conjunto de requisitos pessoais e coletivos, quais sejam, a competência, a compassividade, a solidariedade, a humildade e a comunicação.A tese da Enfermeira Mara Villas Boas Carvalho(1) é riquíssima em ensinamentos de humanidade emanados dos lábios e das almas das pacientes portadoras de câncer avançado, sem recursos terapêuticos de cura. E esses ensinamentos deveriam ser lidos e meditados por todos os profissionais e familiares, cuidadores ou não, a fim de transferirem aos pacientes cuidados de carinho, compaixão e amor, no dia-a-dia do acompanhamento até o derradeiro minuto. O coroamento do cuidar é a dignidade e tranqüilidade do moribundo, e a realização máxima do profissional e/ou cuidador, como ser humano completo, isto é, digno da misericórdia de Deus.


Infelizmente, nos cursos de medicina e de enfermagem do modelo ocidental, não é ensinado aos estudantes:1. Morte e processo de morrer, conhecimento imprescindível a essas profissões, que no seu diário lidam com pessoas em processo de morrer e morte;2. Na graduação e na pós-graduação há uma excessiva ênfase no progresso científico das mesmas, e um progressivo abandono do relacionamento humanitário entre médico/enfermeira de um lado e paciente/família do outro.


Esses dois fatores estão a indicar a urgente necessidade de rever o ensino na graduação da medicina e da enfermagem. Tanto os profissionais como os leigos estão a cada dia mais insatisfeitos com a inter-relação de ambos, o que é demonstrado pelas corriqueiras infrações da ética profissional e da perda de prestígio dos profissionais na comunidade. A correção desta anomalia está na reforma do currículo da graduação, por meio da introdução de uma Disciplina de Cuidados Paliativos, como apontada por Figueiredo.(2)Aliás, a falha apontada acima ocorre também na Constituição Brasileira da 1988, a dita Constituição-Cidadã, como está apontado por Ceneviva.(3)A Medicina atual tem sido incansável no empenho de prolongar a vida de seus pacientes, com sucesso extraordinário.


A mesma atenção, contudo, não tem sido aplicada para minorar angústias e sofrimentos de moribundos e portadores de moléstias incuráveis.Cabe dizer que o artigo 196 da Carta Magna estimula a omissão. Para esse artigo, a saúde é direito de todos e dever do Estado, mas com finalidade expressa aplicada na redução do risco de doenças e de outros agravos, bem como para promoção, proteção e recuperação da pessoa. A norma, como se vê, privilegia corretamente a recuperação, mas falha ao manter-se concentrada na predominante preocupação de retardar a morte, embora inevitável, nos limites do conhecimento disponível, ainda que impondo novos sofrimentos ao enfermo e a sua família. (O destaque é do presente autor.)


A maior dificuldade enfrentada pelos paliativistas em todo o mundo, com maior ou menor intensidade, advém dos médicos e enfermeiros. Esses profissionais comiseram as ações dos paliativistas, dando-lhes uma conotação negativista ao considerá-las como ações não científicas e portanto desprovidas de racionalidade. Há nessa atitude um evidente equívoco, pois a medicina científica e a medicina paliativista não são antagônicas, mas sim simbióticas.(4)

Uma não deve interferir na ação da outra, mas sim complementarem-se, resultando no benefício global do paciente.



REFERÊNCIAS


1. Carvalho MV. O cuidar no processo de morrer – uma atitude fenomenológica. [Tese de Doutorado] Defendida na Escola de Enfermagem da USP; 2003.


2. Figueiredo MTA. Educação em cuidados paliativos: uma experiência brasileira. Prática Hospitalar Ano III set/out 2001;nº17:43-48.


3. Ceneviva W. A dignidade da morte desafia a medicina. Folha de S. Paulo. C2 Letras Jurídicas, 07/0/12/2001.


4. Doyle D. Au revoir. Discurso pronunciado no III symposium and meeting do International Institute and College, ao despedir-se da Presidência do mesmo, setembro de 1999, Genebra, Suíça.





Link para o site da Assossiação Brasileira de Cuidados Paliativos: