Esse texto reflete sobre minha vida - A nobreza do homen:
"O homem prudente deve ser obrigado a lutar, mas não com jogo sujo, cada um deve agir como quem é e não como o obrigam. Na competição, a elegância é plausível: deve-se lutar não somente com poder, mas também com decência. Vencer com maldade não é vitória, mas rendição. A generosidade sempre foi superior. O homem de bem nunca usa armas proibidas. Como, por exemplo, usar os conhecimentos sobre um amigo com quem brigamos para alimentar o ódio recém-nascido. Não se deve usar a confiança para a vingança. Tudo o que cheira a traição contamina o bom nome. Nas pessoas de espírito elevado, qualquer átomo de baixeza é muito estranho. É melhor pensar que, se a elegância, a generosidade e a fidelidade se perdessem no mundo, deveriam ser procuradas em seu peito."
Baltasar Gracián
Baltasar Gracián
sábado, 18 de junho de 2016
As Novas tecnologias a Serviço da Saúde
Vivenciamos a algum tempo a era das novas tecnologias a serviço da saúde, seja com objetivo de pesquisas médico científicas a longo prazo, seja pela intenção da busca de cura para enfermidades já conhecidas e que atingem a população de maneira crescente, com o desenvolvimento da biotecnologia houve um acréscimo e uma nova perspectiva ao tratamento de doenças complexas ampliando as oportunidades de pesquisas médico científicas no país e no mundo. Atualmente a bilionária e crescente indústria farmacêutica, caminha a passos largos com um arsenal cada vez mais amplo de medicamentos para todos os tipos de enfermidades ou não enfermidades possíveis e imagináveis e que não necessariamente de fato curem, que é o desejo de todo aquele que convive diariamente com alguma doença, a cura.
Em meio a essa corrida pela cura, pela estética, pela saúde perdida através de hábitos danosos a saúde ou atribuída a herança genética, nos deparamos com a possibilidade de uma cura não tão distante, a era das terapias biológicas ou genicas, são proteínas e vacinas recombinantes, terapia gênica, células-tronco e anticorpos monoclonais, essas são algumas das ferramentas que abrem novos rumos para a medicina mundial e trazem esperança de cura para milhões de pessoas ao redor do mundo.
Estima-se que cerca de 50% dos tratamentos em fase de pesquisa ou em desenvolvimento, sejam biológicos. Incluindo nesse hall as terapias com células-tronco adultas e terapias gênicas, além de vacinas, hormônios, enzimas, entre outras moléculas protéicas de origem recombinante. As inovações com emprego de pesquisas que visam as terapias biológicas estão cada vez mais presentes no dia-a-dia de médicos e pesquisadores que lidam com perspectiva de avanços em alguns tipos de câncer, ou síndromes auto-imunes e infecções virais crônicas, na área de saúde com previsão de crescimento rápido para os próximos anos, além da perspectiva de tratamentos mais eficazes para doenças complexas, a biotecnologia abre oportunidades interessantes para o Brasil e outros países emergentes impulsionarem sua a indústria interna de tecnologia e inovação gênico-biológica. O Brasil já apresenta algumas importantes iniciativas, como exemplo a ser citando, o estudo multicêntrico de terapia celular em cardiopatias, considerado o maior do mundo na área, financiado pelo Ministério da Saúde que envolve parcerias diferenciadas com empresas privadas, instituições públicas de pesquisa e hospitais de referência como o RECEPTA biopharma, do Instituto Butantan e do Instituto Ludwig de Pesquisa em Câncer, todos de São Paulo, que estão conduzem ensaios com seus próprios anticorpos monoclonais contra o câncer. Outro exemplo de sucesso é o da Universidade Federal de São Paulo, que juntamente com o Hospital Pró-Cardíaco e a Excellion Serviços Biomédicos, empresa de biotecnologia fruto da parceria entre o Pró-Cardíaco e a Fundação de Amparo à Pesquisa projetaram estudos de terapia gênica para isquemia de membros.
Independente do debate amplo cujo qual está inserida a polêmica do uso células-tronco embrionárias que envolvem um arcabouço ético bastante amplo e que não quero incluir em pauta nessa atividade, acho importante abordar o potencial das pesquisas e perspectivas do tratamento para cardiopatias envolvendo a pesquisa clínica com terapia celular que se empregado ao Sistema Único de Saúde, representaria uma expressiva economia no tratamento das cardiopatias. Levo em consideração a crise política com reflexos diretos na saúde econômica do país e que certamente se refletirá ainda mais nos gastos com saúde pública, cujas previsões são preocupantes em um cenário futuro que prevê a receita muito aquém dos gastos com saúde em um cenário a curto prazo.
Embora em alguns casos ainda em estágio experimental, os progressos recentes com pesquisa e terapia gênica entre outras, os avanços obtidos indicam oportunidades de crescimento e cura de algumas doenças dentro de alguns anos, com desafio de criar drogas genéticas em substituição a um verdadeiro arsenal farmacológico que hoje representa um percentual financeiro com impacto bastante elevado nos serviços de saúde de todo mundo.
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